23 março, 2011

Sala de espera


Sinfonia delirio-entediante

A casa está limpa
as unhas polidas reluzem
Os objetos cada qual a seu gosto estão dispostos
E o rosto recém -lavado por um humor-licoroso,se mantém estático

Á rua entra porta adentro
revelando olhares nem tão inocentes
que ofertam dilemas sexuais,formas estranhas e outras fronteiras
Passos sob uma esteira de cacos,riscos á esquina da humanidade

Imperfeições e virtudes se dissipam em meio-soneto
Estendendo asas em varandas vizinhas,em fuga para a imaginação
Janelas e gargantas se escancaram numa Sintonia para quantas vozes?

Preces e mais preces vão sendo feitas
Durante a colheita em que rosas fogem dos´´botões´´
Quando novas desabrocham
Quando secas retornam ao lugar da paz,
em uma casa de cinzas.

A ida para o leito
segue seu curso na Madrugada medida pelo bater do peito
E então?
quem ousa romper com o legado das memórias afins ou as prefrencias do ego

O amigo espreita na recusa do pranto
receia ser teu reflexo
então Pra quem você retorna todos os dias?
e quem lambe suas patas?
enquanto o vinho evapora com todos os teus uivos e interrupções

Prescreve-se a condição do falso conforto
Cumplices lapsos de felicidade jazem aquém
A natureza do que és feito então, em letras se desdobra
Ás páginas do diário
De todo não são poesia,contendo sua substância
E os dedos da mente são como ferrões
atordoando-a quase sempre
e eles não se aquietam ao comando de um controle remoto
remoto .......
remoto.........
remoto.........
enquanto se está nesta ululante sala de espera.

Por:
Hannar Lorien/Exúvia Magenta/Melian Cordéus
Fundo:http://www.youtube.com/watch?v=bfa9yxCpWoA

www.acorjavirtual.blogspot.com

2 comentários:

Henrique disse...

Um poema no verso de um belo quadro de Goya! Belíssimo!

Água para Plantas disse...

Não teve como não me "misturar". Acho que é isso que falta e busco, mas nesse poema mais do que rebuscado e belo me encantei. Contemporâneo e direto, melancólico e oco - não em semântica, mas em estrutura como sentido, outras palavras, maravilhoso.