17 julho, 2011

Arte sepulcral


Teus olhos penetram em mim 
com a melancolia,colhida no teu
olhar,onde contemplo.

Toquei em seu pálido rosto
senti a profunda frieza do
desgosto.

Asas erguidas para o poente,
ornamento findado ao ente
anônimo há dormir.

Beija-a nos lábios de marmóre 
celei com um beijo,meu canto
que venha se erguer,quando aqui
 regressar para que sejamos
infinitos...

Ah!,singela e inefável arte sepulcral

Luiz Carlos
                                                                           17 de julho,Queimados 2011

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