22 abril, 2011

Lunática Cromatografia


PS:este quase poema veio em resposta a exclamação de um amigo(mi vieja ... criò un idiota... de coooooorazon lunatico).


E quem não é lunático?
neste mundo de incertezas e desaforos a felicidade
quem não é lunático?
nesta terra em que a vida espreita por passagens críticas entre sombras e tintas berrantes
parecemos ser um exército de idiotas combatentes insistentes
tomando fôlego com arcos e flechas,sementes de luz contra o fogo negro da angustia
Inventando cores para o amanhã que o Mistério nos permite
Nossas debilidades são cuspidas pelo mundo
nossas capacidades pulsam no dilema: entre sermos cínicos e imbatíveis ou Delirantes cheios de luz
e ambas se dividem entre realidades áridas e sonhos líricos intoxicantes

Engolimos todos os dias o duelo sobre: que devemos fazer e o que poderíamos crer/Acontecer
misturados por um tempo como abelhas e moscas que passam por uma flor
e logo depois são separados,pois sobre a flor residirão abelhas em sua campanha
Sim somos lunáticos,réus,operários e guerreiros com espadas banhadas em metal de segunda classe,diante dos tiranos
somos filhos,pais e irmãos de sangue nessa batalha pela essência da arte ,do amor imperfeito e dos sonhos!
Gememos,ganimos e nos traímos quando enfraquecemos também
pois se em nós crescer o silencio, maior será a impunidade dos insignes ou desertores

Somos Lunáticos por sermos poetas
e por que sem esta condição
Versos e canções não teriam por que existir ou mover-se,
sem que dessem morada a nossa Contradição!

Exúvia Magenta/Luciérnaga/Melian Cordéus/Poemista
são assinaturas da autora Hannar Lórien.

melodia sugerida:
http://www.youtube.com/user/ssshrimpy#p/a/u/0/S_9FniaPlI8
migalhas de pão que alimentam os cãezinhos,caidas da mesa quando primeiramente deveriam alimentar as criancinhas.

Um comentário:

luiz carlos disse...

"Somos Lunáticos por sermos poetas
e por que sem esta condição
Versos e canções não teriam por que existir ou mover-se,
sem que dessem morada a nossa Contradição!"

Palavras ternas,de viços quebrantos
envolveram-ve estes véus de cores
perfumando um pouco este túnel escuro.belo,belissímo poema
poemista!