10 abril, 2011

A morte dos outros

Sinto saudade de mim.

De quem eu era

e nunca fui.



Sinto saudade das palavras.

Do tempo em que elas

condiziam com o que falavam pra mim.



E as horas?

O tempo foi passando.

Tudo mudando

e as pessoas cada vez mais previsíveis.



Já não sei se continuo o mesmo,

mas se o mesmo foi o que não continuou.

Faz parte da vida,

viver no meio da morte dos outros.

4 comentários:

Henrique disse...

Fantástico!

Rômulo Souza disse...

Evoé, meu caro.

Não sabe a felicidade que tenho ao saber que um poeta residente do taverna leu e gostou do meu texto. A cada dia, tenho admirado muito o trabalho da Taverna. Só indo, assistindo e convivendo com vocês para perceber o quanto fazem pela arte e pela juventude de São Gonçalo.

abraço

Poemista disse...

palavras q soam como laminas espelhadas passando no centro de cada um !
parabéns!

luiz carlos disse...

esta escada onde as pálpebras vaõ
descendo,cada verso uma escada bela
onde desci neste belo poema